quarta-feira, abril 22, 2009
Palavras de Woody Allen
“Parecia-lhe que o mundo estava dividido em duas espécies de pessoas: as boas e as más. As primeiras dormiam melhor, mas as últimas se divertiam muito mais durante o dia.” (Do livro Que Loucura)
segunda-feira, abril 20, 2009
Ele veio!
E o frio voltou ao sul.
Espero que tenha trazido com ele a inspiração que ultimamente me anda arisca.
Espero que tenha trazido com ele a inspiração que ultimamente me anda arisca.
terça-feira, abril 07, 2009
Vida longa a eles...
Aos éticos, dedicados, comprometidos com a verdade, aos que não se corrompem, aos que investigam, aos que não são “estrelas”, aos que conhecem e cumprem seus papéis sociais. Vamos sempre precisar de vocês.
Vida longa aos bons jornalistas... Parabéns!
Vida longa aos bons jornalistas... Parabéns!
quinta-feira, março 26, 2009
Janelas, muitas janelas
Já que no blog do Eduardo e da Lara o assunto é o que se vê pela janela, resolvi imitá-los, assim descaradamente:
As janelas que me proporcionam mais imagens são as de onde trabalho, até porque são três em volta de mim, então tenho uma visão ampla de toda uma esquina, posso ver tudo e todos que aqui passam. Mas não se empolguem, não acontece nada de mais, por enquanto nenhum disco voador pousou, ou algum crime misterioso sucedeu, nem filmagens de curtas, longas e comerciais como na rua da Lara.
A visão diária se resume a uma construção, um mercado e pessoas transitando (que sempre me olham com uma cara estranha, fazendo me sentir O CARA ESTRANHO). O que tem de mais poético são alguns passarinhos cantando e o vento que entra pelas janelas. Porém, nesse momento posso observar a chuva mansa que cai, as árvores que se agitam com o vento. Sem falar no cheiro de terra molhada que invade a sala. Hummm... Muito agradável... Inspirador! Pena que a chuva está acabando de acabar. Vou ficar esperando que ela volte... Enquanto isso, me resta o retorno ao trabalho. Até mais...
P.S.: Sim, eu estava sem assunto... Desculpas!
As janelas que me proporcionam mais imagens são as de onde trabalho, até porque são três em volta de mim, então tenho uma visão ampla de toda uma esquina, posso ver tudo e todos que aqui passam. Mas não se empolguem, não acontece nada de mais, por enquanto nenhum disco voador pousou, ou algum crime misterioso sucedeu, nem filmagens de curtas, longas e comerciais como na rua da Lara.
A visão diária se resume a uma construção, um mercado e pessoas transitando (que sempre me olham com uma cara estranha, fazendo me sentir O CARA ESTRANHO). O que tem de mais poético são alguns passarinhos cantando e o vento que entra pelas janelas. Porém, nesse momento posso observar a chuva mansa que cai, as árvores que se agitam com o vento. Sem falar no cheiro de terra molhada que invade a sala. Hummm... Muito agradável... Inspirador! Pena que a chuva está acabando de acabar. Vou ficar esperando que ela volte... Enquanto isso, me resta o retorno ao trabalho. Até mais...
P.S.: Sim, eu estava sem assunto... Desculpas!
sexta-feira, março 20, 2009
VINTE E MAIS ALGUNS
”O tempo passa, o tempo voa; e a poupança Bamerindus continua numa boa.”
Você já ouviu essa música em algum lugar? Talvez os mais jovens não a conheçam. Mas a galera da... “antiga” (Nossa! Acho que me senti velho agora) provavelmente tenha cantado em coro toda vez que os comerciais bem-humorados do extinto banco eram exibidos e, quem sabe, ainda lembrem saudosos, daquele senhor barbudo, de sorriso simpático, que nos transmitia uma boa imagem da poupança Bamerindus.
Calma senhores! Não levantem-se ainda. Não pretendo dar uma de publicitário (chato) apaixonado pela profissão e ficar divagando a respeito da qualidade e criatividade da propaganda brasileira, de como ela marca nossas vidas, nos abre sorrisos, nos emociona e blá, blá, blá... Não farei isso! Ao menos não hoje. Porém, é possível que esse sucesso publicitário, somados a tanto outros, tenha certa porcentagem de culpa no meu abrir de olhos e interesse em encarar essa brincadeira como profissão. No entanto, também não é disso que quero falar.
A verdade é que esse jingle lembra minha infância, lembra as vezes que largava tudo que estava fazendo e corria em direção à tevê para cantar junto essa musiqueta tão fácil de decorar. Lembra as vezes que ficava cantarolando distraído esse e outros jingles, principalmente naquela aula chata, daquela professora, que tenho certeza, tinha mania de perseguição para com a minha pessoa. É inevitável não associá-la ao meu tempo “criança de ser”, de uma época que podíamos transformar tudo quem víamos em brincadeira e diversão. Pelo menos no meu tempo, se era criança, oficialmente, até os doze anos de idade. Hoje, deve ser só até os sete, com toda essa criançada ansiosa em tornar-se adolescente (só adolescente, porque adulto é muito chato, tem responsabilidades e tal). Quem sabe um dia eu conto pra elas o quanto era divertido ser criança na minha época.
Todo esse momento nostalgia deve-se a anual alteração de dígitos naqueles números que contam minha idade, para mais é claro. E como é quase inerente ao ser humano reclamar do tempo que passa, das rugas que surgem e dos cabelos brancos que se multiplicam (no meu caso prematuramente... Ah! Essas heranças genéticas), não podia deixar de manifestar-me.
É assim, não é? A infância se foi, alguns brinquedos quebraram, a virgindade eu perdi, a faculdade veio, a faculdade acabou, e aqui estou completando meus vinte e mais alguns anos. Não tem jeito, a vida acontece, seja em uma semana, em meses ou em apenas um
dia, sempre acontece. E o tempo passa. Nem a poupança Bamerindus foi imune a ele, por que nós seríamos? A diferença está no que se faz com a idade: será um ano mais velho? Ou um ano a mais de vida? Um ano a mais de vida acontecendo, com certeza... E vá lá, de tempo voando ou, voando no tempo. Como diz um cartão virtual (mala-direta) de aniversário que recebi há pouco: “de que adianta acender outra velinha, senão para ter mais uma história pra contar?” Mui sábio, não?
Você já ouviu essa música em algum lugar? Talvez os mais jovens não a conheçam. Mas a galera da... “antiga” (Nossa! Acho que me senti velho agora) provavelmente tenha cantado em coro toda vez que os comerciais bem-humorados do extinto banco eram exibidos e, quem sabe, ainda lembrem saudosos, daquele senhor barbudo, de sorriso simpático, que nos transmitia uma boa imagem da poupança Bamerindus.
Calma senhores! Não levantem-se ainda. Não pretendo dar uma de publicitário (chato) apaixonado pela profissão e ficar divagando a respeito da qualidade e criatividade da propaganda brasileira, de como ela marca nossas vidas, nos abre sorrisos, nos emociona e blá, blá, blá... Não farei isso! Ao menos não hoje. Porém, é possível que esse sucesso publicitário, somados a tanto outros, tenha certa porcentagem de culpa no meu abrir de olhos e interesse em encarar essa brincadeira como profissão. No entanto, também não é disso que quero falar.
A verdade é que esse jingle lembra minha infância, lembra as vezes que largava tudo que estava fazendo e corria em direção à tevê para cantar junto essa musiqueta tão fácil de decorar. Lembra as vezes que ficava cantarolando distraído esse e outros jingles, principalmente naquela aula chata, daquela professora, que tenho certeza, tinha mania de perseguição para com a minha pessoa. É inevitável não associá-la ao meu tempo “criança de ser”, de uma época que podíamos transformar tudo quem víamos em brincadeira e diversão. Pelo menos no meu tempo, se era criança, oficialmente, até os doze anos de idade. Hoje, deve ser só até os sete, com toda essa criançada ansiosa em tornar-se adolescente (só adolescente, porque adulto é muito chato, tem responsabilidades e tal). Quem sabe um dia eu conto pra elas o quanto era divertido ser criança na minha época.
Todo esse momento nostalgia deve-se a anual alteração de dígitos naqueles números que contam minha idade, para mais é claro. E como é quase inerente ao ser humano reclamar do tempo que passa, das rugas que surgem e dos cabelos brancos que se multiplicam (no meu caso prematuramente... Ah! Essas heranças genéticas), não podia deixar de manifestar-me.
É assim, não é? A infância se foi, alguns brinquedos quebraram, a virgindade eu perdi, a faculdade veio, a faculdade acabou, e aqui estou completando meus vinte e mais alguns anos. Não tem jeito, a vida acontece, seja em uma semana, em meses ou em apenas um
dia, sempre acontece. E o tempo passa. Nem a poupança Bamerindus foi imune a ele, por que nós seríamos? A diferença está no que se faz com a idade: será um ano mais velho? Ou um ano a mais de vida? Um ano a mais de vida acontecendo, com certeza... E vá lá, de tempo voando ou, voando no tempo. Como diz um cartão virtual (mala-direta) de aniversário que recebi há pouco: “de que adianta acender outra velinha, senão para ter mais uma história pra contar?” Mui sábio, não? Outono e Eu
Sempre gostei de comemorar meu aniversário junto aos primeiros ares de outono. Gosto de dividir o meu dia com a suavidade desta estação, fase em que a natureza fica ainda mais charmosa, com seus primeiros ventos leves e um tanto gelados, as primeiras folhas caindo e as luzes dos dias mais melancólicas, mas não menos belas...
quarta-feira, março 11, 2009
Fragmento
“Intimidade de jovens amantes na cama, ligados olho a olho, peito nu a peito nu, órgão a órgão, joelho a joelho arrepiado trêmulo, trocando atos amorosos e existenciais pela tentativa de conseguir a chave da dor” (Trecho de Os Subterrâneos de Jack Kerouac)
Já faz um mês ou mais que li esse livro, mas gosto desse trecho, da forma como ele descreveu o ato. Vale a leitura do livro todo.
Já faz um mês ou mais que li esse livro, mas gosto desse trecho, da forma como ele descreveu o ato. Vale a leitura do livro todo.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
SEM ENDEREÇO FIXO

Desde que me conheço por gente, que entendo alguma coisa desse mundo, tenho um sonho. Desses que crescem com o tempo, desses que não podemos morrer sem antes realizá-los. Na verdade eram três: o primeiro, fazer uma tatuagem grande, muito grande, cobrindo toda minhas costas; coisa de doido, alguns diriam (ou maconheiro, outros acusariam). O segundo era algo mais turístico: queria conhecer de perto o animado carnaval da Bahia. E o outro, viajar sem destino, libertando todo o meu espírito aventureiro.
Dos três, apenas um permanece com grande entusiasmo. A tatuagem diminuiu de tamanho, não, ainda não a fiz, mas quando fizer será menor, ou menos exagerada (como sugeriu minha mãe). Pois continuo gostando desse tipo de arte, no corpo, mas concordo que precise ter algum significado importante. Não farei só por fazer, até porque já possuo uma, que foi muito bem pensada antes de fazê-la.
O carnaval na Bahia? Acho que não sou mais tão “folião” como fui há algum tempo. Não me sombra paciência para toda aquela multidão alvoroçada e todo aquele empurra-empurra, aperta-aperta, beija-beija. Porém, se ainda assim surgisse a oportunidade de ir, não desperdiçaria, aproveitaria para visitar o “outro lado” baiano. Mas digamos que morreria tranquilo mesmo sem conhecer ao vivo e a cores.
Já a viagem, desta não pretendo abrir mão. Tenho a imensa vontade de por uma mochila nas costas e sair sem rumo, me guiando apenas pelo vento e pelo horizonte logo em frente. Como ir? No “dedão”, de carona em carona, ou sobre uma moto (pode ser um jipe também). O importante é ir, sem regras, sem hora para chegar, sem dia para voltar. Fazendo o itinerário dia após dia, ao sabor do imprevisto.
Se tivesse vivido entre os anos 1960 e 70, talvez minha aventura fosse mais fácil, pois parece que tenho uma veia hippie viva e pulsando. Ou seria sangue nômade? Na mochila não é necessário mais que algumas roupas, alguns trocados e muita vontade. No entanto, é essencial uma câmera fotográfica, com muitas baterias reservas.
Registrar cada passo, é isso que pretendo durante a aventura. O que quero mesmo é conhecer o lado B dos lugares, ver o que não aparece nos guias turísticos, conhecer o dia-a-dia de pessoas desimportantes aos olhos do mundo. Fazer parte de uma vida anônima que acontece todos os dias, vivenciar culturas populares e também, fazer alguma coisa de bom, me sentir mais ser humano.
Um dia desses, vasculhando a internet, encontrei o blog de um médico gaúcho que largou uma vida normal para trabalhar no Acre, em meio à floresta, tratando índios esquecidos pelo restante do mundo. O nome dele é Oscar Espellet Soares e vale a pena conhecer um pouco mais do trabalho dele, é só acessar: http://www.medicodaamazonia.blogspot.com/. Foi algo que serviu para reacender a minha vontade de ser um cidadão do mundo.
Porém, enquanto não vou, continuo sonhando, para um dia sair sem destino buscando coisas que desconheço e deixando um pouco de mim por onde passar. Quando eu voltar saberei se valeu a pena. O que vale é o sonho, não? Mas por favor, não me deixem morrer enquanto não torná-lo real.
Dos três, apenas um permanece com grande entusiasmo. A tatuagem diminuiu de tamanho, não, ainda não a fiz, mas quando fizer será menor, ou menos exagerada (como sugeriu minha mãe). Pois continuo gostando desse tipo de arte, no corpo, mas concordo que precise ter algum significado importante. Não farei só por fazer, até porque já possuo uma, que foi muito bem pensada antes de fazê-la.
O carnaval na Bahia? Acho que não sou mais tão “folião” como fui há algum tempo. Não me sombra paciência para toda aquela multidão alvoroçada e todo aquele empurra-empurra, aperta-aperta, beija-beija. Porém, se ainda assim surgisse a oportunidade de ir, não desperdiçaria, aproveitaria para visitar o “outro lado” baiano. Mas digamos que morreria tranquilo mesmo sem conhecer ao vivo e a cores.
Já a viagem, desta não pretendo abrir mão. Tenho a imensa vontade de por uma mochila nas costas e sair sem rumo, me guiando apenas pelo vento e pelo horizonte logo em frente. Como ir? No “dedão”, de carona em carona, ou sobre uma moto (pode ser um jipe também). O importante é ir, sem regras, sem hora para chegar, sem dia para voltar. Fazendo o itinerário dia após dia, ao sabor do imprevisto.
Se tivesse vivido entre os anos 1960 e 70, talvez minha aventura fosse mais fácil, pois parece que tenho uma veia hippie viva e pulsando. Ou seria sangue nômade? Na mochila não é necessário mais que algumas roupas, alguns trocados e muita vontade. No entanto, é essencial uma câmera fotográfica, com muitas baterias reservas.
Registrar cada passo, é isso que pretendo durante a aventura. O que quero mesmo é conhecer o lado B dos lugares, ver o que não aparece nos guias turísticos, conhecer o dia-a-dia de pessoas desimportantes aos olhos do mundo. Fazer parte de uma vida anônima que acontece todos os dias, vivenciar culturas populares e também, fazer alguma coisa de bom, me sentir mais ser humano.
Um dia desses, vasculhando a internet, encontrei o blog de um médico gaúcho que largou uma vida normal para trabalhar no Acre, em meio à floresta, tratando índios esquecidos pelo restante do mundo. O nome dele é Oscar Espellet Soares e vale a pena conhecer um pouco mais do trabalho dele, é só acessar: http://www.medicodaamazonia.blogspot.com/. Foi algo que serviu para reacender a minha vontade de ser um cidadão do mundo.
Porém, enquanto não vou, continuo sonhando, para um dia sair sem destino buscando coisas que desconheço e deixando um pouco de mim por onde passar. Quando eu voltar saberei se valeu a pena. O que vale é o sonho, não? Mas por favor, não me deixem morrer enquanto não torná-lo real.
*Imagem: http://www.gettyimages.com.br/
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Escute os mais velhos
“Um copo d’água e um boquete não se nega a ninguém”
Frase dita por uma Velha Puta (ou Puta Velha), personagem de Chico Anísio.
Caso não conheça, pode ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=4TiyNuqfhTc
sábado, novembro 15, 2008
Causas sem rebeldes
Sou filho da revolução sexual, das diretas já, da emancipação feminina, da luta contra a ditadura, da virada do século, da mudança de milênio. Sou, assim como todos da minha geração, resultado de uma época de mudanças sociais e transformações comportamentais. A geração dos meus pais viveu um tempo onde não existia liberdade de pensamento, e o que eles fizeram? Lutaram por isso. Tempos em que o sonho de um mundo mais justo tinha mais valor que simplesmente passar no vestibular e ter um bom emprego.Tempos em que ser hippie não era visto como apenas um estilo sujo e maconheiro de levar a vida, assim como muitas outras tribos e grupos. Um tempo em que estar numa universidade era mais do que dormir até tarde e saber um pouco daquilo que lhe dava um título, escrito no diploma. Um tempo onde existiam criatividade e originalidade na música, nas idéias, nas lutas, nas atitudes e nos comportamentos, fortes o suficiente para influenciar muito de tudo que veio depois.
Mas meus filhos serão filhos de quê? Deixaremos para eles uma porção de rimas fracas e chulas de funk, meia-dúzia de fotos de mulheres-frutas, algumas sub-celebridades saídas de algum reality show qualquer e um aquecimento global?
Injusto? Com certeza. Injusto com nossos pais, que nos deram a possibilidade de viver num mundo livre, de continuar uma luta pela humanidade. Que nos deram ídolos e heróis de verdade, que tanto defenderam o direito de nos garantir valores e viver com, e por, ideais. E o que fizemos? Transformamos tudo em bens de consumo.
É difícil entender o porquê de nossa inércia. Pois causas a serem defendidas, injustiças a serem combatidas, direitos a serem conquistados... não nos faltam, talvez carecemos de algumas doses de rebeldia que nos tire do sofá e faça ir em busca de algo que valha a pena, que nos torne mais humanos.
Em outras palavras, estamos fazendo história? Mas falo dessa com H, dessas que lemos nos livros didáticos. Dessa história que muda a trajetória da vida, que derruba pré-conceitos, reafirma valores, que muda visões. Essa história que move o mundo. Estamos fazendo?
terça-feira, setembro 16, 2008
Invente uma palavra que diga mais que obrigado
Publico aqui um discurso que escrevi como forma de agradecimento a todos que me foram importantes durante a faculdade. Era para ser lido na minha festa de formatura, mas por algum motivo, não o fiz. Confiram:
“Um vagabundo como eu também merece ser feliz...” é o que diz a música que escolhi como tema para minha formatura.
No entanto, acho que não tinha a dimensão exata de tudo que viveria desde o dia em que escolhi comunicação social, como opção a ser cursada, até hoje. Descobri a felicidade aos poucos, em coisas simples, em momentos curtos, descobri também a intensidade de cada segundo. E hoje eu afirmo: a faculdade é a segunda melhor coisa da vida. A primeira? É perder a virgindade, claro. Essa, aliás, que caso não se perder antes de entrar na faculdade, se perde durante, com certeza.
Mas o fato é que obrigado é muito pouco para se dizer a todos que foram, de uma maneira ou de outra, essenciais durante esse período. Foram os anos em que mais cresci, amadureci e aprendi a ver mundo de outra forma e principalmente, que o mundo é bem maior e existe muito ainda a ser aprendido.
Não foram só os anos em que me tornei publicitário, foi com certeza uma importante fase da minha vida. E se não a tivesse vivido, talvez não compreenderia muitas coisas e não conheceria a felicidade de perto.
Foi com os exemplos de pessoas que admiro que mais aprendi, foram os que mais acrescentaram para o que sou hoje. Esses profissionais são muitos, porém cito três nomes, com os quais mais convivi e vi seus exemplos quase que diariamente. Uma delas, está do outro lado do atlântico, realizando seus sonhos, por isso não está presente, fisicamente, aqui. É a Melissa Bonotto, uma Relações Públicas apaixonada pelo que faz e pela vida, que deposita bondade em todas suas atitudes. Com ela aprendi, entre outras coisas, que precisamos ser éticos acima de tudo. No trabalho, sempre dedicada e comprometida, fazendo o melhor, por mais simples que esse fosse. Com certeza é um exemplo de pessoa e profissional que levo para a vida.
Uma outra pessoa, que jamais deixaria de citar, é, além de muito inteligente, muito bonita (com todo o respeito). Mas ouvia-se nos corredores do curso comentários do tipo: “nossa ela é linda, charmosa, elegante e... SUPER inteligente” sim, essa pessoa existe é a Ângela Zamin. Não fui seu aluno em sala de aula, mas tive uma oportunidade que poucos mortais tiveram, fui seu estagiário e acredite, isso faz muita diferença. A Ângela é uma dos seres que mais admiro como pessoa e como profissional, e umas das pessoas que mais tenho a agradecer, pois boa parte do que sei aprendi com ela. Se me perguntassem, não saberia pontuar uma ou duas coisas pelas quais a admiro, é pelo exemplo em si, pela inteligência, pela profissional... Ângela, obrigado por estar sempre disposta a ensinar e a ouvir... e dar broncas, quando precisava. E sim, sou teu fã assumido...
Agora, quem me mostrou que para ser publicitário não precisa usar gravatas de bichinhos, meias coloridas e all star com terno... foi a mesma pessoa que teve a paciência de ser minha orientadora: é a Nilse Malva... digo Maldaner. Desta além de grande admiração e respeito levo também uma frase: “Ok. Está bom, mas pode melhorar”, frase que também explica a dificuldade de tirar um 10 com essa professora. Mas falando sério, é um exemplo que estará sempre comigo e, principalmente, sempre aplicado ao meu trabalho.
Aos amigos, o que posso dizer? Conheci meus melhores amigos durante a faculdade. Obrigado por me agüentarem, me entenderem e estarem ao meu lado. Não adianta tentar nos enganar, vocês têm um pouco de mim, e eu, muito de vocês... isso se chama afinidade! Obrigado pela amizade, pela convivência e por tornarem a vida melhor.
E é claro que este dia não seria realidade, se não tivesse a minha família ao meu lado. Nós sabemos tudo o que aconteceu e mudou durante esses anos nas nossas vidas. Portanto, agradeço por terem acreditado no meu sonho e estarem dispostos a ajudar sempre que precisei. Sei que agora é hora de caminhar com as próprias pernas, acho que é hora de assumir a vida adulta.
Tudo bem, serei gente grande, porém andarei sempre de mãos dadas àquele menino que adorava comer fruta do pé, mas que tinha medo de subir em árvores. Que sente saudades das tardes de inverno, ao lado do fogão a lenha, ouvindo as histórias de seus avós. E falando nisso:
Existe uma pessoa para a qual quero dedicar esse dia. Ele não está aqui, pois é um senhor teimoso, cheio de manias e costumes e não gosta muito de sair de sua casa. Mas tenho certeza que está feliz e rezando por mim, que é a maneira dele de apoiar e amar seus filhos e netos.
Mas ele é o meu herói, meu exemplo de vida, de integridade, honestidade e caráter. Alguém que também me ensinou pelo exemplo, no dia-a-dia, que me ensinou valores e a importância de ser uma pessoa de bem e fazer o bem. Esse senhor é o meu vô João, carinhosamente chamado por nós de Táta, mas ele é mais do que isso, é a minha figura paterna, meu pai de coração. Por isso dedico a ele esse dia.
Com todo esse blá, blá, blá, na verdade, tudo que quero dizer é que VALEU A PENA. A caminhada toda, o aprendizado, os exemplos, os amigos, os momentos. Bom ou ruim, fácil ou difícil, rápido ou demorado, tudo, agora faz sentido, tudo valeu a pena.
Obrigado!
No entanto, acho que não tinha a dimensão exata de tudo que viveria desde o dia em que escolhi comunicação social, como opção a ser cursada, até hoje. Descobri a felicidade aos poucos, em coisas simples, em momentos curtos, descobri também a intensidade de cada segundo. E hoje eu afirmo: a faculdade é a segunda melhor coisa da vida. A primeira? É perder a virgindade, claro. Essa, aliás, que caso não se perder antes de entrar na faculdade, se perde durante, com certeza.
Mas o fato é que obrigado é muito pouco para se dizer a todos que foram, de uma maneira ou de outra, essenciais durante esse período. Foram os anos em que mais cresci, amadureci e aprendi a ver mundo de outra forma e principalmente, que o mundo é bem maior e existe muito ainda a ser aprendido.
Não foram só os anos em que me tornei publicitário, foi com certeza uma importante fase da minha vida. E se não a tivesse vivido, talvez não compreenderia muitas coisas e não conheceria a felicidade de perto.
Foi com os exemplos de pessoas que admiro que mais aprendi, foram os que mais acrescentaram para o que sou hoje. Esses profissionais são muitos, porém cito três nomes, com os quais mais convivi e vi seus exemplos quase que diariamente. Uma delas, está do outro lado do atlântico, realizando seus sonhos, por isso não está presente, fisicamente, aqui. É a Melissa Bonotto, uma Relações Públicas apaixonada pelo que faz e pela vida, que deposita bondade em todas suas atitudes. Com ela aprendi, entre outras coisas, que precisamos ser éticos acima de tudo. No trabalho, sempre dedicada e comprometida, fazendo o melhor, por mais simples que esse fosse. Com certeza é um exemplo de pessoa e profissional que levo para a vida.
Uma outra pessoa, que jamais deixaria de citar, é, além de muito inteligente, muito bonita (com todo o respeito). Mas ouvia-se nos corredores do curso comentários do tipo: “nossa ela é linda, charmosa, elegante e... SUPER inteligente” sim, essa pessoa existe é a Ângela Zamin. Não fui seu aluno em sala de aula, mas tive uma oportunidade que poucos mortais tiveram, fui seu estagiário e acredite, isso faz muita diferença. A Ângela é uma dos seres que mais admiro como pessoa e como profissional, e umas das pessoas que mais tenho a agradecer, pois boa parte do que sei aprendi com ela. Se me perguntassem, não saberia pontuar uma ou duas coisas pelas quais a admiro, é pelo exemplo em si, pela inteligência, pela profissional... Ângela, obrigado por estar sempre disposta a ensinar e a ouvir... e dar broncas, quando precisava. E sim, sou teu fã assumido...
Agora, quem me mostrou que para ser publicitário não precisa usar gravatas de bichinhos, meias coloridas e all star com terno... foi a mesma pessoa que teve a paciência de ser minha orientadora: é a Nilse Malva... digo Maldaner. Desta além de grande admiração e respeito levo também uma frase: “Ok. Está bom, mas pode melhorar”, frase que também explica a dificuldade de tirar um 10 com essa professora. Mas falando sério, é um exemplo que estará sempre comigo e, principalmente, sempre aplicado ao meu trabalho.
Aos amigos, o que posso dizer? Conheci meus melhores amigos durante a faculdade. Obrigado por me agüentarem, me entenderem e estarem ao meu lado. Não adianta tentar nos enganar, vocês têm um pouco de mim, e eu, muito de vocês... isso se chama afinidade! Obrigado pela amizade, pela convivência e por tornarem a vida melhor.
E é claro que este dia não seria realidade, se não tivesse a minha família ao meu lado. Nós sabemos tudo o que aconteceu e mudou durante esses anos nas nossas vidas. Portanto, agradeço por terem acreditado no meu sonho e estarem dispostos a ajudar sempre que precisei. Sei que agora é hora de caminhar com as próprias pernas, acho que é hora de assumir a vida adulta.
Tudo bem, serei gente grande, porém andarei sempre de mãos dadas àquele menino que adorava comer fruta do pé, mas que tinha medo de subir em árvores. Que sente saudades das tardes de inverno, ao lado do fogão a lenha, ouvindo as histórias de seus avós. E falando nisso:
Existe uma pessoa para a qual quero dedicar esse dia. Ele não está aqui, pois é um senhor teimoso, cheio de manias e costumes e não gosta muito de sair de sua casa. Mas tenho certeza que está feliz e rezando por mim, que é a maneira dele de apoiar e amar seus filhos e netos.
Mas ele é o meu herói, meu exemplo de vida, de integridade, honestidade e caráter. Alguém que também me ensinou pelo exemplo, no dia-a-dia, que me ensinou valores e a importância de ser uma pessoa de bem e fazer o bem. Esse senhor é o meu vô João, carinhosamente chamado por nós de Táta, mas ele é mais do que isso, é a minha figura paterna, meu pai de coração. Por isso dedico a ele esse dia.
Com todo esse blá, blá, blá, na verdade, tudo que quero dizer é que VALEU A PENA. A caminhada toda, o aprendizado, os exemplos, os amigos, os momentos. Bom ou ruim, fácil ou difícil, rápido ou demorado, tudo, agora faz sentido, tudo valeu a pena.
Obrigado!
segunda-feira, setembro 08, 2008
Emoção... eu quero mais emoção “beibe”!!!
Qualquer coisa, qualquer segundo, aquele olhar ou, até mesmo a dor precisa ter emoção, precisa ser intenso. A vida sem esse pequeno detalhe não tem graça... acredito eu! Ao menos no último minuto a emoção tem que aparecer e salvar todo o resto. É assim que dá gosto de viver.
Se for morno não tem graça, se for sem tempero, também não... Se não for para fazer suspirar nem comece a beijar!
Não que seja preciso suspirar de emoção a cada cinco minutos, mas pelo menos um acontecimento no dia que te faça perceber o quanto é bom estar vivo, que seja um bom motivo para estar aqui ou ali, que te faça dizer “quero você”, que tenha um pouco de sabor. Já é o suficiente.
O que não dá é viver sem paladar, sem o gosto bom da vida! Os momentos precisam ter cores e faltar palavras para explicar o que se sente, isso é emoção.
Acho que nesse caso, vale uma frase que li em algum lugar, qualquer dia desses (quem sabe até num desses e-mails melosos que recebemos diariamente, que normalmente apago): “Se não for para me fazer voar bem alto, não me faça tirar os pés do chão”. Acho que traduz alguma coisa...
Se for morno não tem graça, se for sem tempero, também não... Se não for para fazer suspirar nem comece a beijar!
Não que seja preciso suspirar de emoção a cada cinco minutos, mas pelo menos um acontecimento no dia que te faça perceber o quanto é bom estar vivo, que seja um bom motivo para estar aqui ou ali, que te faça dizer “quero você”, que tenha um pouco de sabor. Já é o suficiente.
O que não dá é viver sem paladar, sem o gosto bom da vida! Os momentos precisam ter cores e faltar palavras para explicar o que se sente, isso é emoção.
Acho que nesse caso, vale uma frase que li em algum lugar, qualquer dia desses (quem sabe até num desses e-mails melosos que recebemos diariamente, que normalmente apago): “Se não for para me fazer voar bem alto, não me faça tirar os pés do chão”. Acho que traduz alguma coisa...
segunda-feira, agosto 11, 2008
Os novos caminhos do circo
Em tempos de visita do Grupo Tholl a Ijuí, duas vezes em menos de um ano, que acredito ser uma evolução cultural por aqui, aproveito tal ensejo para republicar um texto que escrevi para a revista Interativo (Santa Rosa) no ano passado: O mundo mágico do circo sempre encantou crianças e adultos com todo o seu universo lúdico, poético e irreverente. Palhaços, trapézios, malabaristas e animais sempre foram os principais personagens circenses, um elenco responsável por abrir sorrisos, emocionar e surpreender.
Mas como toda a expressão artística, a arte circense, influencia e sofre influências. E a prova disso é que com o tempo, os picadeiros presenciaram grandes mudanças na vida do circo.
O maior e mais famoso circo do mundo, o Cirque du Suleil, é a manifestação das mudanças mais radicais dos números circenses e dos novos espetáculos.
O Cirque du Suleil, criado em Quebec no Canadá, em 1984, foi pioneiro nas inovações dos espetáculos e viaja o mundo inteiro divulgando um novo conceito de circo.
Bem mais próximos de nós, em Pelotas, existe o Grupo Teatral Tholl, criado no fim dos anos 80, com a intenção de unir teatro e dança em espetáculos circenses.
O novo circo, que parece ter vindo para ficar, explora a linguagem corporal, a dança e o teatro, associados a movimentos que desafiam a gravidade e a nossa imaginação, são capazes de criar uma atmosfera de fantasia tão ou mais impressionante e envolvente que a do circo tradicional.
E o enorme sucesso tanto do Cirque du Suleil, quanto do Grupo Tholl é a resposta positiva do público em relação ao novo circo que cresce cada vez mais.
Os palhaços ainda vivem, mas agora eles são também acrobatas e contorcionistas, que com suas danças e representações emocionam e divertem grandes platéias. O circo não morreu, ele modificou e sofisticou o seu picadeiro, para que o público continuasse a surpreender-se, e assim, manter sempre viva a imaginação, a fantasia e a poesia do circo.
quinta-feira, julho 24, 2008
Estou lá!
Entrevista exclusiva concedida ao Eduardo, para o blog:
http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/
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Divirtam-se!
segunda-feira, julho 21, 2008
Eu jurava que ela era imortal!
Gostava dela... Aquela “filha da puta”...
Nada como ser autêntica, pois essa expressão ficava infinitamente melhor quando saía daquela “boca suja”!
Tornei-me fã desde a primeira vez que a vi. Alguém que falava palavrões tanto para xingar quanto para elogiar, despreocupada em relação a qualquer convenção moral, ela era o que era.
Ela merecia ser imortal.
Sentirei saudades...
Nada como ser autêntica, pois essa expressão ficava infinitamente melhor quando saía daquela “boca suja”!
Tornei-me fã desde a primeira vez que a vi. Alguém que falava palavrões tanto para xingar quanto para elogiar, despreocupada em relação a qualquer convenção moral, ela era o que era.
Ela merecia ser imortal.
Sentirei saudades...
segunda-feira, junho 23, 2008
7/Sete Linhas
Sete vidas, sete pecados capitais, sete virtudes humanas, sete cores do arco-íris, sete notas musicais, sete dias da semana.
Acredita-se que Deus, seja ele quem for, fez o mundo em sete dias. E assim, esse número é usado freqüentemente, carregado de misticismo e significados. Porém, como um bom ateu e muitas doses de ceticismo, vejo apenas como um número que vem depois do 6, antes do 8.
Contudo, refletindo nosso ciclo semanal, em que tudo parece terminar ao final de contados sete dias e ter novos começos nas fatídicas segundas-feiras, podemos considerar que acontece muita coisa nesses dias. Nossos chefes, principalmente, acham que uma semana é suficiente para solucionar os problemas do mundo e, os deles também. Com um olhar mais poético, em sete dias pode se viver uma história, com início, meio e fim.
Mas com palavras, o que se pode contar em SETE linhas? Pensando nisso, sugeri ao meu amigo, jornalista e escritor Eduardo Ritter que contasse uma história em sete linhas, vejamos o resultado do desafio:
Observação: São sete linhas escritas na fonte Times New Roman, tamanho 12, no nosso conhecido e usado Word, mas devido à configuração deste blog, aqui há uma pequena variação na quantidade de linhas.
Acredita-se que Deus, seja ele quem for, fez o mundo em sete dias. E assim, esse número é usado freqüentemente, carregado de misticismo e significados. Porém, como um bom ateu e muitas doses de ceticismo, vejo apenas como um número que vem depois do 6, antes do 8.
Contudo, refletindo nosso ciclo semanal, em que tudo parece terminar ao final de contados sete dias e ter novos começos nas fatídicas segundas-feiras, podemos considerar que acontece muita coisa nesses dias. Nossos chefes, principalmente, acham que uma semana é suficiente para solucionar os problemas do mundo e, os deles também. Com um olhar mais poético, em sete dias pode se viver uma história, com início, meio e fim.
Mas com palavras, o que se pode contar em SETE linhas? Pensando nisso, sugeri ao meu amigo, jornalista e escritor Eduardo Ritter que contasse uma história em sete linhas, vejamos o resultado do desafio:
Observação: São sete linhas escritas na fonte Times New Roman, tamanho 12, no nosso conhecido e usado Word, mas devido à configuração deste blog, aqui há uma pequena variação na quantidade de linhas.
Charles foi deitar completamente bêbado, às 4 da madrugada, depois de encher a cara com os amigos em um bar. Percebeu que havia alguém na sua cama. Era Ela. Fitou-a bem nos olhos. Tirou o capuz preto de sua cabeça, passou a mão pelos ossos de sua face, e lascou-lhe um beijo. Apalpou longamente todo aquele esqueleto, enfiou os dedos em todos os buracos possíveis, e assim ele fez o que todos sonham em fazer no dia H: fudeu com a morte e hoje está bem vivo.
Publico também o comentário que o autor me enviou: “Arion, quero ver se vai ter culhões para publicar isso! Abraço.” (hehehe)
Obrigado Eduardo!
quinta-feira, junho 12, 2008
Dia dos CEM/SEM namorados
Não podia deixar de postar na data de hoje, pois mantendo a tradição, mais um ano passo o dia dos namorados solteiro, mais um ano sem o meu amor eterno, sem minha alma gêmea por perto. Mas é importante que se diga que isso realmente não me incomoda, gosto desse jeito free de viver e não estou numa busca desesperada pela metade da laranja. Claro que também não rejeitarei se a criatura cair de pára-quedas no telhado da minha casa, até porque, o tempo passa e inevitavelmente ficarei velho e meus encantos (caso existam alguns) irão se perder, logo, as “ficadas” e o sexo casual podem diminuir, e ficará mais difícil a filosofia de vida: “sou de todo mundo e todo mundo é meu também”! Então como dizem alguns, é bom encostar-se em alguém, um “cobertor de orelhas” no inverno frio do nosso sul (mas e daí, eu gosto de dormir sozinho).Ao contrário de muitos, não fico depressivo ou sensível, ou qualquer coisa assim, nessa data. Mesmo porque acho a data altamente comercial - prove o seu amor dando e recebendo presentes – ora bolas! Acho uma grande bobagem essa história de ter que provar que se ama alguém, sou do tipo que não provo nada a ninguém e ninguém precisa provar para mim. Sua mãe exige que você prove a ela que a ama? Por que entre namorados precisar ser diferente? Amor não se prova, se vive, se sente...
Há quem pense que sou um anti-romântico, mas não, não desacredito no amor, só tenho a certeza que (ainda) não aconteceu comigo. Enquanto isso namoro a vida, e vivo os amores e as paixões que tenho!
Aos casais de namorados que vivem um grande amor, que realmente são companheiros e que fazem bem um ao outro, desejo dias felizes de namoro para sempre.
domingo, maio 04, 2008
NA ROTA DE COLISÃO

*Teoria Lariana
Relacionamentos bem-sucedidos não são só uma questão de “o meu signo combina com o seu”. A vida real é mais complicada, é preciso se ter muita maturidade, respeito, momentos de privacidade, entre outras coisas.
Mas não sou nenhum especialista em relacionamentos amorosos, nos meus 23 anos minhas experiências nesse “ramo” são escassas, até porque sempre pertenci ao time dos “ainda não encontrei a pessoa certa”.
Eis a questão: o que define a pessoa certa? Quem é essa tal de pessoa certa?
Uma pessoa com um corpinho perfeito, músculos definidos, siliconada, porte atlético... Nada disso, esqueça essa “perfeição”!
Para mim, e no meu grupo de amigos pelo menos, pessoas certas se traduzem em pessoas interessantes, ou seja, inteligentes, educadas, gentis, amigas, com as quais se consiga manter um relacionamento maduro, sem brigas bobas, infantis, sem ciúmes desnecessário, etc e tal. Alguém com quem se possa conversar assuntos interessantes e não se preocupe apenas com a roupa que vai vestir e a marca de sapato mais cara.
E acredite! Está difícil de encontrar alguém assim.
Foi então, que minha amiga Lara desenvolveu a seguinte teoria:
Existem poucas pessoas interessantes espalhadas pelo mundo, e as que existem ou já são comprometidas ou não cruzam a nossa rota de colisão.
A teoria tem sentido, continuaremos a desenvolvê-la, com base em muito estudo empírico. Prometo que divulgaremos os resultados.
Enquanto isso continuaremos na busca... se necessário mudaremos a rota, um dia a gente se bate em alguém na rua, no supermercado, num bar, na locadora...!
segunda-feira, abril 14, 2008
Amor imortal morre de tarde
José Candido de Carvalho
De tarde, ao dobrar uma esquina, aquele encontrão. Mercedes Pires nem reparou nele, que foi sua grande paixão. Aniceto de Castro, o Castrão das Rendas Aduaneiras, também em Mercedes não reparou. Esteve na curva de 1922, a pique de meter uma bala no casco pela beleza em flor de Mercedes. E Mercedes, pelo bem-querer de Castro, quase abriu os pulsos com uma faca de cortar mortadela. Do talho aos jornais era pulo de periquito. E até imaginou o berro das manchetes: "Linda moça de Cordovil morre por um amor impossível." Mas entre o tiro que não houve e a faca que não cortou, a folhinha da parede desfolhou quarenta bem passados anos. E de repente, na dobra de uma esquina, aquele esbarrão. Castro nem reparou em Mercedes. Falou para dentro, para o ouvido de seu suspensório:
_Uma ilha desta tonelagem devia andar no meio da rua, com placa de caminhão nas costas. É páreo para ônibus e não para gente de calça e botina.
Mercedes também não reparou em Castro. Falou sozinha:
_Cada tipo esquisito! Parece, de tão gordo, que está esperando criança. Se tivesse espelho em casa, devia reparar que aquela cara de engomador elétrico não pode usar óculos, nem costeleta. É cara para tomada de parede.
E assim um passou pelo outro. Perdidos na distância de quarenta anos.
Gostei deste texto desde a primeira vez que o li, foi na 7ª série, eu acho. Gosto da ironia dele, um amor imortal, intenso, verdadeiro resiste a alguns anos, quilos e rugas a mais?
quinta-feira, abril 10, 2008
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