quinta-feira, dezembro 18, 2008

Escute os mais velhos


“Um copo d’água e um boquete não se nega a ninguém”

Frase dita por uma Velha Puta (ou Puta Velha), personagem de Chico Anísio.
Caso não conheça, pode ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=4TiyNuqfhTc

sábado, novembro 15, 2008

Causas sem rebeldes

Sou filho da revolução sexual, das diretas já, da emancipação feminina, da luta contra a ditadura, da virada do século, da mudança de milênio. Sou, assim como todos da minha geração, resultado de uma época de mudanças sociais e transformações comportamentais. A geração dos meus pais viveu um tempo onde não existia liberdade de pensamento, e o que eles fizeram? Lutaram por isso. Tempos em que o sonho de um mundo mais justo tinha mais valor que simplesmente passar no vestibular e ter um bom emprego.
Tempos em que ser hippie não era visto como apenas um estilo sujo e maconheiro de levar a vida, assim como muitas outras tribos e grupos. Um tempo em que estar numa universidade era mais do que dormir até tarde e saber um pouco daquilo que lhe dava um título, escrito no diploma. Um tempo onde existiam criatividade e originalidade na música, nas idéias, nas lutas, nas atitudes e nos comportamentos, fortes o suficiente para influenciar muito de tudo que veio depois.
Mas meus filhos serão filhos de quê? Deixaremos para eles uma porção de rimas fracas e chulas de funk, meia-dúzia de fotos de mulheres-frutas, algumas sub-celebridades saídas de algum reality show qualquer e um aquecimento global?
Injusto? Com certeza. Injusto com nossos pais, que nos deram a possibilidade de viver num mundo livre, de continuar uma luta pela humanidade. Que nos deram ídolos e heróis de verdade, que tanto defenderam o direito de nos garantir valores e viver com, e por, ideais. E o que fizemos? Transformamos tudo em bens de consumo.
É difícil entender o porquê de nossa inércia. Pois causas a serem defendidas, injustiças a serem combatidas, direitos a serem conquistados... não nos faltam, talvez carecemos de algumas doses de rebeldia que nos tire do sofá e faça ir em busca de algo que valha a pena, que nos torne mais humanos.
Em outras palavras, estamos fazendo história? Mas falo dessa com H, dessas que lemos nos livros didáticos. Dessa história que muda a trajetória da vida, que derruba pré-conceitos, reafirma valores, que muda visões. Essa história que move o mundo. Estamos fazendo?

terça-feira, setembro 16, 2008

Invente uma palavra que diga mais que obrigado

Publico aqui um discurso que escrevi como forma de agradecimento a todos que me foram importantes durante a faculdade. Era para ser lido na minha festa de formatura, mas por algum motivo, não o fiz. Confiram:
“Um vagabundo como eu também merece ser feliz...” é o que diz a música que escolhi como tema para minha formatura.
No entanto, acho que não tinha a dimensão exata de tudo que viveria desde o dia em que escolhi comunicação social, como opção a ser cursada, até hoje. Descobri a felicidade aos poucos, em coisas simples, em momentos curtos, descobri também a intensidade de cada segundo. E hoje eu afirmo: a faculdade é a segunda melhor coisa da vida. A primeira? É perder a virgindade, claro. Essa, aliás, que caso não se perder antes de entrar na faculdade, se perde durante, com certeza.
Mas o fato é que obrigado é muito pouco para se dizer a todos que foram, de uma maneira ou de outra, essenciais durante esse período. Foram os anos em que mais cresci, amadureci e aprendi a ver mundo de outra forma e principalmente, que o mundo é bem maior e existe muito ainda a ser aprendido.
Não foram só os anos em que me tornei publicitário, foi com certeza uma importante fase da minha vida. E se não a tivesse vivido, talvez não compreenderia muitas coisas e não conheceria a felicidade de perto.
Foi com os exemplos de pessoas que admiro que mais aprendi, foram os que mais acrescentaram para o que sou hoje. Esses profissionais são muitos, porém cito três nomes, com os quais mais convivi e vi seus exemplos quase que diariamente. Uma delas, está do outro lado do atlântico, realizando seus sonhos, por isso não está presente, fisicamente, aqui. É a Melissa Bonotto, uma Relações Públicas apaixonada pelo que faz e pela vida, que deposita bondade em todas suas atitudes. Com ela aprendi, entre outras coisas, que precisamos ser éticos acima de tudo. No trabalho, sempre dedicada e comprometida, fazendo o melhor, por mais simples que esse fosse. Com certeza é um exemplo de pessoa e profissional que levo para a vida.
Uma outra pessoa, que jamais deixaria de citar, é, além de muito inteligente, muito bonita (com todo o respeito). Mas ouvia-se nos corredores do curso comentários do tipo: “nossa ela é linda, charmosa, elegante e... SUPER inteligente” sim, essa pessoa existe é a Ângela Zamin. Não fui seu aluno em sala de aula, mas tive uma oportunidade que poucos mortais tiveram, fui seu estagiário e acredite, isso faz muita diferença. A Ângela é uma dos seres que mais admiro como pessoa e como profissional, e umas das pessoas que mais tenho a agradecer, pois boa parte do que sei aprendi com ela. Se me perguntassem, não saberia pontuar uma ou duas coisas pelas quais a admiro, é pelo exemplo em si, pela inteligência, pela profissional... Ângela, obrigado por estar sempre disposta a ensinar e a ouvir... e dar broncas, quando precisava. E sim, sou teu fã assumido...
Agora, quem me mostrou que para ser publicitário não precisa usar gravatas de bichinhos, meias coloridas e all star com terno... foi a mesma pessoa que teve a paciência de ser minha orientadora: é a Nilse Malva... digo Maldaner. Desta além de grande admiração e respeito levo também uma frase: “Ok. Está bom, mas pode melhorar”, frase que também explica a dificuldade de tirar um 10 com essa professora. Mas falando sério, é um exemplo que estará sempre comigo e, principalmente, sempre aplicado ao meu trabalho.
Aos amigos, o que posso dizer? Conheci meus melhores amigos durante a faculdade. Obrigado por me agüentarem, me entenderem e estarem ao meu lado. Não adianta tentar nos enganar, vocês têm um pouco de mim, e eu, muito de vocês... isso se chama afinidade! Obrigado pela amizade, pela convivência e por tornarem a vida melhor.
E é claro que este dia não seria realidade, se não tivesse a minha família ao meu lado. Nós sabemos tudo o que aconteceu e mudou durante esses anos nas nossas vidas. Portanto, agradeço por terem acreditado no meu sonho e estarem dispostos a ajudar sempre que precisei. Sei que agora é hora de caminhar com as próprias pernas, acho que é hora de assumir a vida adulta.
Tudo bem, serei gente grande, porém andarei sempre de mãos dadas àquele menino que adorava comer fruta do pé, mas que tinha medo de subir em árvores. Que sente saudades das tardes de inverno, ao lado do fogão a lenha, ouvindo as histórias de seus avós. E falando nisso:
Existe uma pessoa para a qual quero dedicar esse dia. Ele não está aqui, pois é um senhor teimoso, cheio de manias e costumes e não gosta muito de sair de sua casa. Mas tenho certeza que está feliz e rezando por mim, que é a maneira dele de apoiar e amar seus filhos e netos.
Mas ele é o meu herói, meu exemplo de vida, de integridade, honestidade e caráter. Alguém que também me ensinou pelo exemplo, no dia-a-dia, que me ensinou valores e a importância de ser uma pessoa de bem e fazer o bem. Esse senhor é o meu vô João, carinhosamente chamado por nós de Táta, mas ele é mais do que isso, é a minha figura paterna, meu pai de coração. Por isso dedico a ele esse dia.

Com todo esse blá, blá, blá, na verdade, tudo que quero dizer é que VALEU A PENA. A caminhada toda, o aprendizado, os exemplos, os amigos, os momentos. Bom ou ruim, fácil ou difícil, rápido ou demorado, tudo, agora faz sentido, tudo valeu a pena.
Obrigado!

segunda-feira, setembro 08, 2008

Emoção... eu quero mais emoção “beibe”!!!

Qualquer coisa, qualquer segundo, aquele olhar ou, até mesmo a dor precisa ter emoção, precisa ser intenso. A vida sem esse pequeno detalhe não tem graça... acredito eu! Ao menos no último minuto a emoção tem que aparecer e salvar todo o resto. É assim que dá gosto de viver.
Se for morno não tem graça, se for sem tempero, também não... Se não for para fazer suspirar nem comece a beijar!
Não que seja preciso suspirar de emoção a cada cinco minutos, mas pelo menos um acontecimento no dia que te faça perceber o quanto é bom estar vivo, que seja um bom motivo para estar aqui ou ali, que te faça dizer “quero você”, que tenha um pouco de sabor. Já é o suficiente.
O que não dá é viver sem paladar, sem o gosto bom da vida! Os momentos precisam ter cores e faltar palavras para explicar o que se sente, isso é emoção.
Acho que nesse caso, vale uma frase que li em algum lugar, qualquer dia desses (quem sabe até num desses e-mails melosos que recebemos diariamente, que normalmente apago): “Se não for para me fazer voar bem alto, não me faça tirar os pés do chão”. Acho que traduz alguma coisa...

segunda-feira, agosto 11, 2008

Os novos caminhos do circo

Em tempos de visita do Grupo Tholl a Ijuí, duas vezes em menos de um ano, que acredito ser uma evolução cultural por aqui, aproveito tal ensejo para republicar um texto que escrevi para a revista Interativo (Santa Rosa) no ano passado:

O mundo mágico do circo sempre encantou crianças e adultos com todo o seu universo lúdico, poético e irreverente. Palhaços, trapézios, malabaristas e animais sempre foram os principais personagens circenses, um elenco responsável por abrir sorrisos, emocionar e surpreender.
Mas como toda a expressão artística, a arte circense, influencia e sofre influências. E a prova disso é que com o tempo, os picadeiros presenciaram grandes mudanças na vida do circo.
O maior e mais famoso circo do mundo, o Cirque du Suleil, é a manifestação das mudanças mais radicais dos números circenses e dos novos espetáculos.
O Cirque du Suleil, criado em Quebec no Canadá, em 1984, foi pioneiro nas inovações dos espetáculos e viaja o mundo inteiro divulgando um novo conceito de circo.
Bem mais próximos de nós, em Pelotas, existe o Grupo Teatral Tholl, criado no fim dos anos 80, com a intenção de unir teatro e dança em espetáculos circenses.
O novo circo, que parece ter vindo para ficar, explora a linguagem corporal, a dança e o teatro, associados a movimentos que desafiam a gravidade e a nossa imaginação, são capazes de criar uma atmosfera de fantasia tão ou mais impressionante e envolvente que a do circo tradicional.
E o enorme sucesso tanto do Cirque du Suleil, quanto do Grupo Tholl é a resposta positiva do público em relação ao novo circo que cresce cada vez mais.
Os palhaços ainda vivem, mas agora eles são também acrobatas e contorcionistas, que com suas danças e representações emocionam e divertem grandes platéias. O circo não morreu, ele modificou e sofisticou o seu picadeiro, para que o público continuasse a surpreender-se, e assim, manter sempre viva a imaginação, a fantasia e a poesia do circo.

quinta-feira, julho 24, 2008

Estou lá!

Entrevista exclusiva concedida ao Eduardo, para o blog:
http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/

Divirtam-se!

segunda-feira, julho 21, 2008

Eu jurava que ela era imortal!

Gostava dela... Aquela “filha da puta”...
Nada como ser autêntica, pois essa expressão ficava infinitamente melhor quando saía daquela “boca suja”!
Tornei-me fã desde a primeira vez que a vi. Alguém que falava palavrões tanto para xingar quanto para elogiar, despreocupada em relação a qualquer convenção moral, ela era o que era.
Ela merecia ser imortal.
Sentirei saudades...

segunda-feira, junho 23, 2008

7/Sete Linhas

Sete vidas, sete pecados capitais, sete virtudes humanas, sete cores do arco-íris, sete notas musicais, sete dias da semana.
Acredita-se que Deus, seja ele quem for, fez o mundo em sete dias. E assim, esse número é usado freqüentemente, carregado de misticismo e significados. Porém, como um bom ateu e muitas doses de ceticismo, vejo apenas como um número que vem depois do 6, antes do 8.
Contudo, refletindo nosso ciclo semanal, em que tudo parece terminar ao final de contados sete dias e ter novos começos nas fatídicas segundas-feiras, podemos considerar que acontece muita coisa nesses dias. Nossos chefes, principalmente, acham que uma semana é suficiente para solucionar os problemas do mundo e, os deles também. Com um olhar mais poético, em sete dias pode se viver uma história, com início, meio e fim.
Mas com palavras, o que se pode contar em SETE linhas? Pensando nisso, sugeri ao meu amigo, jornalista e escritor Eduardo Ritter que contasse uma história em sete linhas, vejamos o resultado do desafio:
Observação: São sete linhas escritas na fonte Times New Roman, tamanho 12, no nosso conhecido e usado Word, mas devido à configuração deste blog, aqui há uma pequena variação na quantidade de linhas.

Charles foi deitar completamente bêbado, às 4 da madrugada, depois de encher a cara com os amigos em um bar. Percebeu que havia alguém na sua cama. Era Ela. Fitou-a bem nos olhos. Tirou o capuz preto de sua cabeça, passou a mão pelos ossos de sua face, e lascou-lhe um beijo. Apalpou longamente todo aquele esqueleto, enfiou os dedos em todos os buracos possíveis, e assim ele fez o que todos sonham em fazer no dia H: fudeu com a morte e hoje está bem vivo.

Publico também o comentário que o autor me enviou: “Arion, quero ver se vai ter culhões para publicar isso! Abraço.” (hehehe)
Obrigado Eduardo!

quinta-feira, junho 12, 2008

Dia dos CEM/SEM namorados

Não podia deixar de postar na data de hoje, pois mantendo a tradição, mais um ano passo o dia dos namorados solteiro, mais um ano sem o meu amor eterno, sem minha alma gêmea por perto. Mas é importante que se diga que isso realmente não me incomoda, gosto desse jeito free de viver e não estou numa busca desesperada pela metade da laranja. Claro que também não rejeitarei se a criatura cair de pára-quedas no telhado da minha casa, até porque, o tempo passa e inevitavelmente ficarei velho e meus encantos (caso existam alguns) irão se perder, logo, as “ficadas” e o sexo casual podem diminuir, e ficará mais difícil a filosofia de vida: “sou de todo mundo e todo mundo é meu também”! Então como dizem alguns, é bom encostar-se em alguém, um “cobertor de orelhas” no inverno frio do nosso sul (mas e daí, eu gosto de dormir sozinho).
Ao contrário de muitos, não fico depressivo ou sensível, ou qualquer coisa assim, nessa data. Mesmo porque acho a data altamente comercial - prove o seu amor dando e recebendo presentes – ora bolas! Acho uma grande bobagem essa história de ter que provar que se ama alguém, sou do tipo que não provo nada a ninguém e ninguém precisa provar para mim. Sua mãe exige que você prove a ela que a ama? Por que entre namorados precisar ser diferente? Amor não se prova, se vive, se sente...
Há quem pense que sou um anti-romântico, mas não, não desacredito no amor, só tenho a certeza que (ainda) não aconteceu comigo. Enquanto isso namoro a vida, e vivo os amores e as paixões que tenho!

Aos casais de namorados que vivem um grande amor, que realmente são companheiros e que fazem bem um ao outro, desejo dias felizes de namoro para sempre.

domingo, maio 04, 2008

NA ROTA DE COLISÃO



*Teoria Lariana

Relacionamentos bem-sucedidos não são só uma questão de “o meu signo combina com o seu”. A vida real é mais complicada, é preciso se ter muita maturidade, respeito, momentos de privacidade, entre outras coisas.
Mas não sou nenhum especialista em relacionamentos amorosos, nos meus 23 anos minhas experiências nesse “ramo” são escassas, até porque sempre pertenci ao time dos “ainda não encontrei a pessoa certa”.
Eis a questão: o que define a pessoa certa? Quem é essa tal de pessoa certa?
Uma pessoa com um corpinho perfeito, músculos definidos, siliconada, porte atlético... Nada disso, esqueça essa “perfeição”!
Para mim, e no meu grupo de amigos pelo menos, pessoas certas se traduzem em pessoas interessantes, ou seja, inteligentes, educadas, gentis, amigas, com as quais se consiga manter um relacionamento maduro, sem brigas bobas, infantis, sem ciúmes desnecessário, etc e tal. Alguém com quem se possa conversar assuntos interessantes e não se preocupe apenas com a roupa que vai vestir e a marca de sapato mais cara.
E acredite! Está difícil de encontrar alguém assim.
Foi então, que minha amiga Lara desenvolveu a seguinte teoria:
Existem poucas pessoas interessantes espalhadas pelo mundo, e as que existem ou já são comprometidas ou não cruzam a nossa rota de colisão.

A teoria tem sentido, continuaremos a desenvolvê-la, com base em muito estudo empírico. Prometo que divulgaremos os resultados.

Enquanto isso continuaremos na busca... se necessário mudaremos a rota, um dia a gente se bate em alguém na rua, no supermercado, num bar, na locadora...!

segunda-feira, abril 14, 2008

Amor imortal morre de tarde

José Candido de Carvalho

De tarde, ao dobrar uma esquina, aquele encontrão. Mercedes Pires nem reparou nele, que foi sua grande paixão. Aniceto de Castro, o Castrão das Rendas Aduaneiras, também em Mercedes não reparou. Esteve na curva de 1922, a pique de meter uma bala no casco pela beleza em flor de Mercedes. E Mercedes, pelo bem-querer de Castro, quase abriu os pulsos com uma faca de cortar mortadela. Do talho aos jornais era pulo de periquito. E até imaginou o berro das manchetes: "Linda moça de Cordovil morre por um amor impossível." Mas entre o tiro que não houve e a faca que não cortou, a folhinha da parede desfolhou quarenta bem passados anos. E de repente, na dobra de uma esquina, aquele esbarrão. Castro nem reparou em Mercedes. Falou para dentro, para o ouvido de seu suspensório:
_Uma ilha desta tonelagem devia andar no meio da rua, com placa de caminhão nas costas. É páreo para ônibus e não para gente de calça e botina.
Mercedes também não reparou em Castro. Falou sozinha:
_Cada tipo esquisito! Parece, de tão gordo, que está esperando criança. Se tivesse espelho em casa, devia reparar que aquela cara de engomador elétrico não pode usar óculos, nem costeleta. É cara para tomada de parede.
E assim um passou pelo outro. Perdidos na distância de quarenta anos.
Gostei deste texto desde a primeira vez que o li, foi na 7ª série, eu acho. Gosto da ironia dele, um amor imortal, intenso, verdadeiro resiste a alguns anos, quilos e rugas a mais?

segunda-feira, abril 07, 2008

07 de Abril – Dia do Jornalista



Alguns dos meus melhores amigos são jornalistas, algumas das pessoas que mais admiro são jornalistas, alguns dos meus escritores favoritos são ou foram jornalistas... Eu mesmo, quase escorreguei para o jornalismo.
É, esses jornalistas fazem parte da minha vida.

Parabéns a todos aqueles que entendem a responsabilidade do seu trabalho, que dedicam-se em fazer do jornalismo algo realmente social e cidadão, que não se corrompem, que não se deixam levar pelo “estrelismo”. Esses são os verdadeiros jornalistas, a esses eu deposito a minha admiração e o meu respeito.

Parabéns!!!

quinta-feira, março 20, 2008

Quase 30...

Realmente não mudam muitas coisas de 22 para 23 anos. A não ser quando se percebe que o tempo passou e você já tem mais de 20 e está mais perto dos 30. Quando se percebe que já não se é mais uma criança e seus brinquedos mudaram de tamanho, forma e importância.
Nunca fui do tipo que ficava se imaginando com uma determinada idade, hoje não me imagino com 24 anos, assim como não me imaginava com 18 ou não me imagino com 40, 50, etc. Fui vivendo os anos, talvez por isso tenham sido bem reais, mas regados a muitos sonhos.
O que muda?
Os sonhos... Os objetivos... Casa na praia e um carro bonito não habitam mais os meus sonhos como antes (nem gosto tanto assim de praia). Os sonhos de agora não podem ser comprados, e sim conquistados. Quero continuar, até onde for possível, vivendo, pode ser aqui ou em qualquer lugar, só preciso ter as pessoas que gosto e admiro por perto.
Quero chorar de rir, e ver algum sentido nas vezes que chorei de tristeza. Quero emoção, quero sentimentos. Quero continuar tendo a certeza que um papo engraçado num final de tarde com amigos me faz mais feliz do que uma conta bancária. Não quero ser uma pessoa vazia, com um cartão de crédito recheado. Espero mais de mim mesmo...

Mas enquanto isso, os cabelos brancos surgem intrometidamente, destacando-se entre os fios negros, denunciando que o tempo passa. Logo começarão os dores, as rugas, credo... esse cara chamado tempo é mesmo implacável. Já ouço crianças me chamando de vô, as gostosas (mais novas, claro) me chamando de velho babão e logo ali, vejo minha vaga na fila para idosos.

É, minha colega Denise sempre me chama de exagerado!
Tudo bem, enquanto for possível, estarei ali no bar, comemorando... a vida ... é só chegar!

terça-feira, março 11, 2008

Deus disse que é pecado!

No Zero Hora de hoje, 11 de março, página 26 (e também no site):

"Vaticano divulga lista de novos pecados capitais"

São eles:

1. Fazer modificação genética

2. Poluir o meio ambiente

3. Causar injustiça social

4. Causar pobreza

5. Tornar-se extremamente rico

6. Usar drogas

Segundo Bento XVI, esses pecados estão mais ajustados à “realidade da globalização”.

Bom, nem pretendo entrar na questão de criar novos pecados, o que pra mim já é ridículo. Antes de falar em pecados, deveriam prestar mais atenção em serem mais éticos e menos moralistas, a começar pela própria igreja católica. Mas claro que isso deve ter sido decidido em reunião extraordinária, na presença do todo poderoso deus, ou no mínimo, o chefão lá de cima deve ter enviando um e-mail, diretamente do paraíso, avisando dos novos pecados.
Minha indignação mais aparente no momento é em relação ao pecado número cinco. Claro que acho injusto alguns terem mais que outros, uns terem mansões e comprarem artigos de luxo a valores exorbitantes em contradição à realidades de muitas pessoas que morrem de fome e lhes é negada a própria dignidade.
Porém, quem a igreja católica (e muitas outras também) pensa que é para vim falar em “Tornar-se extremamente rico”? Sim, uma instituição sem fins lucrativos, necessitada, que sobrevive de doações e da boa vontade de voluntários, que faz tanto pelas mazelas mundiais, que trabalha em prol do bem geral da população.
Como se reza forte e água benta resolvessem os problemas do mundo. Realmente o Vaticano é um mundinho paralelo, alheio à nossa realidade. Exibe todo o seu ouro e riqueza em nome de algo que deveria ser bom! E agora vem dizer que é pecado torna-se extramente rico, o que a ela é mesmo? Pobre?

Aaah! Que merda, até agora mantive minha castidade antes do casamento, mas vou para o inferno só porque eu fumei um “beckzinho”! Que porra... decidam-se

E ainda há quem me pergunte por que não freqüento igrejas e não tenho religião!

Vida Real...

sexta-feira, março 07, 2008

08 de março - Dia Internacional da Mulher

terça-feira, janeiro 15, 2008

Verso, Verso e Prosa

Este é o meu ESPAÇO DIVERSO!
Sejam bem-vindos, entrem e sintam-se em casa.
Este será o meu espaço para falar sobre coisas, as mais diversas coisas, sem muitas regras, até mesmo sem muito pudor!
Vou falar de coisas que gosto, criticar, falar bobagens... Enfim, este espaço está aberto a qualquer assunto! Na forma de verso, prosa, imagem ou qualquer outra maneira que for possível.

Começo falando, no próximo post (logo ali acima), de um assunto que não me atrai muito (ou não entendo muito), mas achei que deveria expressar a minha opinião a respeito.

Confiram, farei o possível para fazer deste espaço, algo atualizado!

Até mais!
Arion F.