Quinta-feira, Julho 02, 2009

Ô meu! Vota lá?

Se não tiverem algo de bom para fazer no momento, e estão só coçando mesmo ou de bobeira pelo mundo virtual, façam uma pequena boa ação para esse que vos fala?
Na verdade são duas ações.
O bagulho é o seguinte:
A Oi, não, isso não foi um “oi”, falo daquela empresa de telefonia que, diga-se de passagem, parece querer dominar o mundo. Pois esta, criou um projeto chamado Oi Expressões, que se resume num incentivo à artistas anônimos (e intrometidos e metidos à qualquer coisa, assim como eu), desse brasilzão à fora, mostrarem seus trabalhos, sejam eles literários, musicais, cênicos, performáticos, enfim... talentos.
Tais trabalhos ficam expostos no host site do projeto, onde qualquer pessoa pode se inscrever e enviar suas criações.
Para encurtar a história, duas de minhas crias estão no site, sujeitas à visualizações e votações. Inclusive já as publiquei aqui no blog logo ali abaixo. Se a votação for satisfatória, aos olhos dos organizadores, posso ser chamado para um evento itinerante do projeto, que se realizará em três capitais do país (Porto Alegre, Curitiba e Brasília), reunindo todos os artistas selecionados.
Para que eu não tenha apenas dois votos (o meu e o da minha mãe), vocês poderiam clicar lá, não é? Sem acharem que mereço, claro.

Amores (ir)Reais:
http://expressoes.oi.com.br/#/galeria/artes_visuais/1541

Jovens Sabores:
http://expressoes.oi.com.br/#/galeria/artes_visuais/1536

Terça-feira, Junho 16, 2009

Versos de MSN

Eduardo diz:

vadio, ó vadio, por que és tão vadio?

Arion! diz:

sou vadio, tão vadio e mais vadio serei

porque só os vadios sentem o gosto bom do dia

e o perfume vagabundo da noite, que liberta os sentidos (da alma)


Como aqui é um Espaço Diverso e, principalmente, inverso, transcrevo cá a provocação dos instintos poetas (vagabundos) feita por Eduardo Ritter, um vagabundo nato e confesso, e eu, um cara que também tem lá os seus parafusos a menos e uma tendência à vida de sombra e água fresca. Como os senhores e senhoras podem ver, é isso que fizemos no MSN, às 20h e 40min de uma terça-feira, em momentos que o Eduardo deveria estar estudando e a minha pessoa, fazendo qualquer coisa mais útil. Ora! Quem sabe, um dia, escrevemos um livro, algo assim: Poemas Vagabundos... Eduardo diz: euheuhe. quem vai querer ler uma porcaria dessas? (dos mais incentivadores..auahauha)

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Jovens Sabores

Dos traços maus feitos e dos refeitos,
Não restam mais que borrões
Que já não revelam a vida, nem os desejos
Que nasciam entre línguas e dedos,
Entre saliva e suor,
Dos amantes jovens.
De um tempo passado: um sonho quente,
Os sorrisos, as horas
Que antes lhe entorpeciam
Numa convivência de pura emoção.
Naqueles dias não se chorava lágrimas de desamores
Vivia-se apenas o desejo
Que queimava de lábios úmidos
De corpos quentes
Que se misturavam em gozos rápidos,
Em beijos secretos
Testemunhados apenas pelas mornas tardes e longas noites.
E como eram belas as notas daqueles amores curtos,
Que flutuavam leves
Embalados pela embriaguez da vontade
E da ilusão de vida intensa, vivida num minuto.
Pois eles tinham toda a juventude,
Mas queriam apenas o agora.

Segunda-feira, Junho 01, 2009

AMORES (ir)REAIS

Marina acordou, espreguiçou-se sobre a cama e, ainda sonolenta, olhou em direção à janela, o sol invadia aquele quarto com tamanha determinação que chegava a lhe doer os olhos. Observou, por um instante, as cortinas de tecido leve que esvoaçavam com a brisa morna de verão, que entrava pela janela aberta.
Seu corpo parecia querer continuar naquela condição, mas sua cabeça já estava em atividade, organizando mentalmente o seu dia. Levantou-se vagarosamente, caminhou até a janela, contemplou o céu, que exibia um azul vibrante. O dia prometia-se leve e alegre, o corpo de Marina correspondia, mostrando-se tranquilamente acordado e receptivo aos ares daquela suave manhã.
O peito de Marina se enchia de um inexplicável bem-estar que lhe abriu os lábios num sorriso tímido e num suspiro breve, quando escaparam-lhe algumas palavras:
_Que dia para amar!
A frase saíra espontaneamente, sem raciocinar. Primeiro espantou-se. Depois pensou: “Amar? Quando foi a última vez que vivi um amor?” Não, ela não lembrava, será que nunca tivera vivido um?
Agora os pensamentos lhe povoavam a mente, uma dúvida havia se instalado diante de si. Nunca tivera um amor? Caminhou sem pressa, com os pensamentos longe dali. Deixou-se cair sobre a cama, fechou lentamente os olhos.
Marina se considerava uma dessas mulheres fortes, independentes. Nunca tinha sofrido por homem nenhum. Não entendia como se morria por um sentimento, tudo isso sempre esteve longe dela e de todo o seu mundo controlável.
Porém hoje, ela sentia necessitar desse sentimento desconhecido. Foi então que levantou-se de súbito, decidida e planejou:
_Vou encontrar o amor da minha vida. Assim, bem clichê, digna de uma novela mexicana. Ora! O amor não tem nada de original mesmo. Pensou ela, sorrindo quase cinicamente.
Em pé ao lado da cama, desfez o nós das alças da camisola comprida, cor de salmão, e a deixou cair, revelando o seu corpo nu. Em direção ao banho, foi com a sensação de felicidade desenhada na face, parecia estar flutuando, mas ainda sentia a maciez do carpete tocar os pés. Tudo encaminhava-se para uma ordem perfeita até chegar à porta do banheiro, quando paralisou imediatamente e por um segundo, sentiu todo o corpo tremer de susto ao ver aquele homem, uma toalha enrolada na cintura, fazendo a barba e mostrando uma barriga saliente, com seus quase quarenta anos. _Quem é ele? Pensou ainda bastante assustada.
_Bom dia amor! Dormiu bem? Por que está nua? As crianças podem acordar. Ele respondeu aos pensamentos de Marina.
_Não, não, sou casada? Murmurou com a mão na testa. _E tenho filhos?
Não reconhecia nada daquilo como sua vida. Por que estava ali? Quem era aquele homem? Quem era ela? Franzia a testa enquanto se perguntava.
_Querida, hoje não venho almoçar em casa, talvez tenha que viajar, resolver algumas pendências do escritório... Ele continuava a falar enquanto passava a lamina no rosto, aparando a barba. _Você está me ouvindo? Olhou para ela ao falar.
Então ela olhou fixamente para ele, respirou fundo... Voltou-se com corpo, caminhou apressadamente, jogou-se na cama de bruços, pôs o travesseiro sobre a cabeça e adormeceu.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

O que queres ser quando crescer?



É, a vida não é uma bala de caramelo e
nem uma propaganda de refrigerantes!

Terça-feira, Maio 19, 2009

Há quem prefira sapos






Príncipes eu não sei, mas cavalos brancos existem aos montes.



Homens sempre procuraram cópias de suas mães, só que, claro, com mais peitos, mais bunda e dentro de vestidos sexys. Mulheres preferiam esperar pelo príncipe encantado, sobre um cavalo branco, disposto a lhes fazerem românticas serenatas (sem generalizar, por favor). Caminhos bem diferentes, não? Mas seriam felizes para sempre... Seriam.
Os tempos são outros, o “felizes para sempre” está cada vez mais distante, pouca oferta para muita demanda, etc, etc, etc. Agora, as mulheres esqueceram os almofadinhas, bons-moços, e querem lobos-maus, mas que venham com os olhos azuis do príncipe e cortem grama. Os homens? Bem... Sem muitas exigências, desde que lhe façam sexo oral e não tenham tantas dores de cabeça. Novamente, sem generalizações.
Falemos sobre sexo or... hã... digo, sobre príncipes encantados. Para começarmos, diga o nome de algum que você conhece... Nenhum? Ok, pode ser um que a sua avó, ou tia, conheça... Não? A vizinha da amiga da sua prima pode saber de algum? Nada? Vamos à outra tática: qual era o nome do príncipe encantado da Branca de Neve? Você não lembra? É eu também não! Assim como não sei nome do namorado da Rapunzel, da Cinderela, da Bela Adormecida e de tantas outras pobres donzelas infelizes, pelo menos até encontrarem seus verdadeiros amores, reconhecidos por um beijo (sem graça e sem língua, ao que parece). Se esses rapazes tinham nomes, não ficaram arquivados em minha memória, e nas suas provavelmente também não. Coitados, meros coadjuvantes.
Essas virgenzinhas, de contos de fadas, passam a histórias toda chorando rios de lágrimas a espera de um playboyzinho bem de vida, sensível e romântico, que lhes arrebatem para um mundo perfeito e lhes façam as mulheres mais felizes do mundo. Lindo, não é mesmo? No entanto, ao final de tudo, nem lembramos o nome desse sonho de consumo encantado. Chego a pensar que esse cara era o mesmo em todas as histórias. Se for, o rapaz era o maior pegador. Pulava de um conto para outro, desvirginava uma mocinha inocente aqui, beijava outra ali, partia o coração de umas dez... Nesse caso, nada mais conveniente do que permanecer no anonimato. Que bom que as moças não se conversavam, nem orkut tinham para ajudar (ou atrapalhar)!
Estou dizendo que o príncipe (sem nome) encantado é um cafajeste? Talvez. Mas uma boa pitada de cafajestice não faria mal, ou você agüentaria alguém babando mel no seu ouvido o resto da vida?
Com nome ou sem nome, ele só aparece no final da história! Que atrasado, não é? Nem se pode aproveitar muito, pois logo surge aquele último monossílabo que oculta todo o “felizes para sempre”. Então para todas, e todos, que esperam seus pares românticos ideais sugiro que beijem alguns sapos até que eles venham! Pelo menos se diverte mais, e numa dessas um sapinho pode até te encantar... E sua história acabaria mais ou menos assim: eles viveram felizes para sempre, fazendo sexo oral, com a grama do jardim sempre aparada. Fim!

Quarta-feira, Abril 22, 2009

Palavras de Woody Allen

“Parecia-lhe que o mundo estava dividido em duas espécies de pessoas: as boas e as más. As primeiras dormiam melhor, mas as últimas se divertiam muito mais durante o dia.” (Do livro Que Loucura)